quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Livro: “Pensei Que o Meu Pai Era Deus” (de Paul Auster)


Terminei de ler o livro “Pensei Que o Meu Pai Era Deus” do mundialmente famoso escritor americano, e também realizador de cinema, Paul Auster.

Trata-se de uma antologia organizada pelo Paul. Os textos não são da sua autoria. Ele, “apenas” seleccionou e editou, em papel, as melhores histórias (e que excelentes escolhas!) que lhe foram enviadas pelos ouvintes “escritores” do seu programa de rádio, “Weekend All Things Considered”, para serem narradas, em directo e na voz do Paul, para toda a América do Norte.

São 179 pequenos contos pessoais (supostamente todos verídicos), organizados por variados capítulos (animais, objectos, família, burlesco, desconhecido, guerra, amor, morte, sonhos e meditações) e onde, em muitos deles, é possível ver retratada um pouco da história dos Estados Unidos da América.

Aconselho o livro a todas as pessoas com gosto pela leitura, sensíveis e também apaixonadas.
Por exemplo, lembro-me de, ao terminar uma das histórias com o título “Mesa para Dois”, suspirar e comentar em silêncio: “Um dia...também gostaria de ter uma história destas na minha vida” (acho que qualquer um de vocês o faria).

O primeiro contacto que tive com a obra do Paul Auster foi durante a minha estadia em Itália (nos meus nove meses no programa Erasmus), através do seu livro “Timbuktu” (relata a história de uma grande amizade entre um cão chamado Mr. Bones e o seu dono).
Desde esta obra que não mais “larguei” este escritor e realizador de filmes como “Lulu on the Bridge” e “The Inner Life of Martin Frost” (este é muito fraco...mas já te perdoei, Paul).

Antes de terminar este texto, gostaria de dizer que já tive o privilégio de estar “frente-a-frente” com o Paul Auster. Foi num encontro, muito concorrido, com os seus leitores na loja Fnac do Chiado (Lisboa).
Por sorte, no meio de centenas de pessoas, lá consegui receber um cumprimento do Paul e um autógrafo num dos seus livros…que guardo religiosamente.
Foi um momento inesquecível, tanto para mim como para a Patrícia e para o Eduardo.
Ainda se lembram deste dia?


“Continuem a frequentar estas areias…”

6 comentários:

Eduardo Fraga disse...

Sim, sim, sim ...

É sempre estranho conhecer um autor que se admira...

Ao mesmo tempo que esperava pela assinatura dele acabar por cair na pagina de titulo dos nossos livros observava os outros presentes para ver que tipo de pessoas sao os leitores do P. Auster.

Mas no fim nao perdoei e saquei um gatafunho em cada um dos seus meus livros (que já sao muitos).

Já foste ver o 007? Estamos com esperanca de no fds de 20/21 Dez ainda estar nos nossos cinemas.

Um abraco,

Anónimo disse...

Este foi o livre que eu comecei a ler quando estivemos em Oliveira do Hospital, não foi? O pouco que li gosteim tenho que comprar. Bjos
Guida

Pedrinho disse...

Sim Guida...foi este mesmo o livro q leste naqueles dois dias.

Bjos

Pedrinho disse...

Edu...ainda não fui ver o 007...talvez na próxima semana. Nessa data, q referes, talvez ainda esteja nas salas de cinema...mas deve ser nas mais pequenas.

Abraços

Tiago disse...

Não li mas aposto, pela descriçã, que é a história com que qualquer pessoa sonha!
Tindersticks é muito bom!!!

Pátras disse...

Pois é...o Mestre Paul Auster!
Lembro-me perfeitamente desse dia...levámos todos os nossos livros para a sessao de autografos!
E claro que trouxe comigo (para a Alemanha) os livros que ainda nao li...
é engracado como certos autores (escritores ou musicos) ganham um lugar especial dentro de nós... e Paul Auster é como os The Cure...o livro/album pode ser ''novo'' mas parece que já o conheciamos, já faz parte de nós, do nosso conhecimento/percepcao... e depois é dificil dizer ''este album/livro'' é o melhor...sao todos bons! Sao todos ''nossos''!
Beijinhos
(com muitas saudades das nossas actividades culturais!)
Pátras