Esta minha amiga, e companheira de leitura, desapareceu em Outubro de 2007. Todos pensámos que tinha sido para sempre!
Na altura, foi um duro golpe para nós, os apreciadores de cinema…os chamados cinéfilos. Até que, silenciosamente, ela reaparece um ano mais tarde…na histórica data de Outubro de 2008!
Vai ser fantástico voltar a ter notícias do mundo do cinema, ler sobre os filmes que se encontram em cartaz, saber sobre os filmes que aí vêm, entrar no mundo dos mais importantes actores da actualidade e do passado, conhecer as várias edições de DVD’s, etc.
Que bom encontrar de novo o Criswell…e que delícia voltar a entrar na “cenas quentes”.
Vai ser, novamente, a excitação de, no início de todos os meses, perguntar na papelaria: “Já chegou a revista “Premiere” deste mês?”
Por favor, não te atrevas a sair novamente das nossas vidas!
Agora que acabou o DocLisboa, e por isso tenho mais tempo para escrever, vou colocar em dia alguns assuntos.
dEUS
Ainda se lembram quando vos falei do meu encontro com dEUS? Pois é…aqui estão as provas. Foi na Aula Magna, em Lisboa.
"Fell off the Floor, Man" (Aula Magna, Lisboa, 19 de Outubro de 2008)
"Serpentine" (Aula Magna, Lisboa, 19 de Outubro de 2008)
"Instant Street" (Aula Magna, Lisboa, 19 de Outubro de 2008)
Este foi o meu terceiro encontro com dEUS…e passados alguns anos ainda continuo a acreditar na sua obra e nas suas palavras divinas. Nós, os discípulos, naquela noite de 19 de Outubro fomos, mais uma vez, abençoados pelo nosso dEUS Belga.
Para quem se interessa…aqui está a “setlist” do show de Lisboa:
1ª Parte: When She Comes Down; Instant Street; Fell Off The Floor, Man; Slow; Theme From Turnpike; The Architect; Nothing Really Ends; Bad Timing; Smoker's Reflect; Little Arithmetics; If You Don't Get What You Want; Suds & Soda. Encore: Oh Your God; Serpentine; For the Roses; Favourite Game; Morticiachair.
Ney Matogrosso
Dois dias depois (21 de Outubro)…depois de dEUS…vi o “diabo”…o pecado (para alguns, é claro)…o Ney Matogrosso. Não sou um grande conhecedor da sua obra, por isso apenas reconheci, durante todo o concerto, duas das músicas tocadas no Coliseu dos Recreios, em Lisboa. Mas também não foi importante. O espectáculo visual e musical foi um “espectáculo”…e o Ney, apesar de já ter passado dos 60 anos, continua a ser um grande artista, cantor e performer. Quem me dera chegar à sua idade com aquela condição física!
End of the Rainbow (de Robert Nugent) França, 2007 Uma grande companhia mineira multinacional transfere uma imponente unidade de prospecção de ouro da Indonésia para uma região remota da Guiné Conacry, em África. Nesta zona rural extremamente pobre, a presença da mina acaba por criar um clima de mudança e vários conflitos entre os habitantes locais. Quais as vantagens do proclamado progresso para uma aldeia africana? A transformação do mundo imposta pelo poder do dinheiro não garante necessariamente felicidade nem melhores condições de vida.
Simonal: Niguém Sabe o Duro que Dei (de Claúdio Manoel, Calvito Leal e Michael Langer) Brasil, 2008 Wilson Simonal era um dos mais famosos cantores do Brasil na década de 1960. Naquela época era o único músico negro com estatuto de estrela: enchia as maiores salas de espectáculo, cantava ao lado de Sarah Vaughan e fazia sombra a Roberto Carlos. Mas a sua popularidade caiu brutalmente quando, em 1971, foi acusado de estar ao serviço do regime militar e da ditadura. O filme conta precisamente o caso que fez com que o cantor fosse considerado um traidor no mundo dos artistas e dos media, através de extraordinárias imagens de arquivo e depoimentos de individualidades.
Hóspedes da Noite (de Licínio de Azevedo) Moçambique, 2007 O Grande Hotel, na cidade da Beira, era o maior de Moçambique, na época colonial: 350 quartos, luxuosas suítes, piscina olímpica… Actualmente, o prédio, em ruínas, sem electricidade e sem água canalizada, é habitado por 3500 pessoas. Algumas vivem ali há vinte anos. Além dos quartos, também servem de moradia os saguões, os corredores, as áreas de serviço do hotel e a cave, onde é sempre noite.
O Mistério do Samba (de Lula Buarque de Hollanda e Carolina Jabor) Brasil, 2008 Uma justa e emocionante homenagem da cantora Marisa Monte ao samba tradicional da Velha Guarda, num projecto que remonta ao ano de 1998 quando a cantora iniciou as pesquisas para o álbum Tudo Azul. Armada com um gravador de mão, a artista brasileira é seguida pela dupla de realizadores Lula Buarque de Hollanda e Carolina Jabor num percurso pelas ruas de Oswaldo Cruz, bairro da zona norte carioca, recolhendo depoimentos dos veteranos sambistas que fizeram a história da Portela, a escola com maior número de títulos no Carnaval do Rio de Janeiro.
E pronto…infelizmente o festival acabou por este ano. Nas próximas noites vou sentir a sua falta (vou até entrar em depressão). Foi uma grande companhia!
Por sorte, o grande vencedor do festival foi um dos filmes a que assisti, o “End of the Rainbow”. Na noite de Sábado, mesmo antes de saírem os resultados do júri internacional, comentei com o Tiago e com a Princesa que seria muito justo se ele fosse o vitorioso.
E não é que ganhou!!
Desta edição de 2008 guardo como boas recordações:
- a qualidade da maioria dos filmes a que assisti; - muitas sessões esgotadas; - o ambiente do festival; - a companhia da Princesa, Tiago Brandão, Béraud, Tiago Simões e Zé Luís…e a troca de ideias que tive com eles depois dos filmes terem terminado; - a festa cubana que aconteceu no cinema S. Jorge; - a conversa de cerca de uma hora que tivemos com um dos realizadores do filme brasileiro “Simonal: Niguém Sabe o Duro que Dei”, o carioca Michael Langer. Foi muito interessante ficar a saber mais coisas que o filme não conta, o início do projecto, as dificuldades da realização, etc. O Michael ainda nos disse (a mim, ao Tiago e à Princesa) que nunca tinha estado em Lisboa…mas que estava a “amar” a cidade…e que iria voltar muitas mais vezes. É sempre agradável ouvir alguém falar bem da minha cidade. Volta sempre, Michael!
Agora…isto tudo só vai voltar daqui a um ano. Vou sentir saudades.
Que grande dia este, não é? Finalmente chegaram os teus 37 anos!
Gostamos quando decides organizar o teu almoço de aniversário no fantástico restaurante do "Sr. Manel". Só de pensar naquela deliciosa comida...começo logo a salivar...e ainda faltam algumas horas!
Por ti...mas principalmente pela ementa (rsrsrs)...não poderia recusar o convite!
Sendo amante de música…e dedicando algum do meu tempo livre à descoberta de novos sons, principalmente na chamada área da “música independente/alternativa”, decidi criar este “espaço” no meu blog…a que lhe darei o nome de “(In)Certezas”.
Com ele, pretendo dar a conhecer, dentro deste género, as mais interessantes novas/velhas bandas que neste momento existem por esse universo fora…algumas delas já uma certeza de qualidade e outras que, num futuro próximo, o poderão ser…ou não!
Para abertura deste novo capítulo do blogue…decidi escolher os americanos Shiny Toy Guns.
Originários de Los Angeles (USA), são formados em 2002 pelos amigos Jeremy Dawson e Chade Petree.
Em 2004 juntam-se à banda o baterista Mikey Martin e a vocalista Carah Faye.
Situando o seu género musical nas áreas Indie/Rock/Electrónica, rapidamente ganham fama internacional…muito por culpa da sua página no myspace.
Depois de duas edições independentes do seu primeiro álbum, “We Are Pilots”, assinam contrato com a Universal que, em 2006, coloca no mercado a terceira versão do mesmo trabalho.
Em Dezembro de 2007 são nomeados para um Grammy na categoria de melhor álbum de Electrónica/Dance.
Descobri esta banda numa das minhas pesquisas pela Net…quando ouvi uma das suas mais interessantes músicas…”Le Disko” (do primeiro disco). A curiosidade foi tanta que pedi logo à Raquel para me trazer o cd de New York. Obrigado!
Considero ser um álbum interessante, com algumas boas músicas, caracterizado por ter um som pesado e negro (em muitas das músicas a voz do vocalista transmite desespero…tristeza) mas ao mesmo tempo adequado para as pistas de dança. Falta-lhe no entanto alguma homogeneidade…e talvez maior maturidade, o que é normal. Mas, para primeira obra, não está nada mal!
Actualmente, encontram-se prestes a colocar no mercado o seu novo cd, ”Season of Poison” (edição prevista para 4 de Novembro de 2008). Pelos temas já disponibilizados na Net…promete!! Gosto principalmente do “Ricochet!”. Esta música, no volume máximo, parece que provoca em nós uma grande vontade de destruição! (rsrs)
A formação actual do grupo já não conta com a vocalista Carah Faye (foi substituída pela Sisely Treasure). Existe muita especulação sobre a sua saída…mas principalmente muita tristeza por parte dos fãs. Pessoalmente, também penso que é uma grande perda para a banda, não só pela sua boa voz, mas também pela sua presença e imagem carismática (muito moderna, jovem, bonita, rebelde e louca…destacava-se do resto da banda). Mas também acredito que a nova vocalista tenha sido uma excelente escolha.
Coloco aqui dois clips musicais dos Shiny Toy Guns: “Le Disko” (retirado do primeiro trabalho e ainda com a antiga vocalista) e a nova música “Ricochet!” do próximo “Season of Poison”.
Le Disko
Ricochet!
Formação Actual Guitarrista / Vocalista: Chad Petree Vocalista: Sisely Treasure Tecladista / Baixista: Jeremy Dawson Baterista: Mikey Martin
Discografia We Are Pilots (versão 1) – (Janeiro de 2005; Lançamento Independente) We Are Pilots (versão 2) – (Novembro de 2005; Lançamento Independente) We Are Pilots (versão 3) – (Outubro de 2006; Universal Motown Records) Season of Poison (2008)
Pois é…o tempo não tem sido suficiente para eu poder colocar textos nas areias.
As razões são várias: trabalho (também aos Sábados), desporto (as minhas corridas matinais dos Domingos), saídas com amigos, o DocLisboa (já vou no meu terceiro dia do festival)…e dEUS (falo do concerto da banda rock oriunda da Bélgica…é claro).
Vou continuar a frequentar o “Doc”. Vou também assistir ao concerto do Ney Matogrosso. Mas prometo que vou fazer os possíveis por escrever um pouco mais.
Em relação ao DocLisboa…querem saber que filmes fui ver? Ok…foram então os seguintes:
The Last Lumberjacks (de Yu Guangyi) – sinopse no meu primeiro post sobre o festival.
Salim Baba (de Tim Sternberg) Índia/EUA, 2007 Salim Muhammad, um indiano de 55 anos, vive em Calcutá com a mulher e cinco filhos. Desde os dez que vive a projectar velhos pedaços de películas para as crianças dos bairros locais usando um antigo projector de mão que herdou do seu pai. Homem de negócios pragmático e cinéfilo, Salim carrega o seu projector com os filhos na esperança que estes continuem a actividade.
Land of the Devil (El Pais del Diablo) (de Andrés Dí Tella) Argentina, 2008 El Pais del Diablo de Andrés Dí Tella analisa um episódio histórico verificado na década de 1870 quando Adolfo Ensina, o então Ministro da Defesa, propôs o projecto megalómano de escavar um fosso com mais de 600 quilómetros entre o Oceano Atlântico e a Cordilheira dos Andes, destinado a suster a “ameaça indígena”. É a identidade e a fundação da nação argentina que está intimamente ligada ao avanço desta fronteira que se traduziu pelo extermínio praticamente completo dos índios daquela região.
Missile (de Frederick Wiseman) EUA, 1987 Uma obra que documenta passo-a-passo o treino de um grupo de homens e mulheres que controlam o vasto arsenal nuclear dos Estados Unidos apenas com os seus dedos. Missile segue o 4315.º Esquadrão de Treino do Comando Aéreo Estratégico da Base Aérea de Vandenberg na Califórnia, local onde os oficiais são treinados para gerir o Controlo de Lançamentos dos Mísseis Balísticos Intercontinentais Minuteman. Os debates sobre moral e questões militares em caso de guerra, códigos, comunicações, defesa contra ataques terroristas, regras de emergência, reuniões de equipa e seminários são o corpo deste filme.
Quarta feira lá estarei novamente…
Ah!...e nos próximos dias vou escrever sobre o meu encontro com dEUS!
Fonte: Sinopses dos filmes retiradas do site do DocLisboa
Algumas das fotos que se encontram neste blogue foram retiradas da Net. Caso os proprietários das mesmas não concordem com a sua publicação, serão apagadas de imediato.