Uma vez fizeram-me a seguinte pergunta:
O que é que existe na tua vida que lhe dê um verdadeiro sentido?
Pensei em algumas coisas…mas rapidamente me apercebi que todas elas eram completamente insignificantes.
A pergunta foi forte e imprevisível…abanou comigo…e não respondi.
Esta questão foi também feita a várias pessoas que estavam naquele encontro.
As respostas foram, na sua maioria, as óbvias…e que passo a citar (algumas delas):
- a minha família;
- o(s) meu(s) filho(s);
- estar casado(a) / ter namorado(a) (ninguém referiu o “amar” ou o “ser amado”);
- ter emprego estável (aqui também não foi referido o “gostar do meu trabalho”).
Perante estas respostas…
Não acham estes horizontes, apesar de também serem importantes, muito limitados?
Não acham que existem outras coisas que podem dar ainda mais sentido às nossas vidas?
Não estaremos a fazer muito pouco por nós, pelos outros e pelo mundo?
Tudo isto não será também reflexo da sociedade?
Seremos verdadeiramente felizes...apenas com isto!!!
Hoje, passado algum tempo depois daquela noite, ainda não tenho resposta para a mesma pergunta.
“Continuem a frequentar estas areias…”
Marina Vlady (1938 - 2026)
Há 4 dias















