Que grande dia este, não é? Finalmente chegaram os teus 37 anos!
Gostamos quando decides organizar o teu almoço de aniversário no fantástico restaurante do "Sr. Manel". Só de pensar naquela deliciosa comida...começo logo a salivar...e ainda faltam algumas horas!
Por ti...mas principalmente pela ementa (rsrsrs)...não poderia recusar o convite!
Sendo amante de música…e dedicando algum do meu tempo livre à descoberta de novos sons, principalmente na chamada área da “música independente/alternativa”, decidi criar este “espaço” no meu blog…a que lhe darei o nome de “(In)Certezas”.
Com ele, pretendo dar a conhecer, dentro deste género, as mais interessantes novas/velhas bandas que neste momento existem por esse universo fora…algumas delas já uma certeza de qualidade e outras que, num futuro próximo, o poderão ser…ou não!
Para abertura deste novo capítulo do blogue…decidi escolher os americanos Shiny Toy Guns.
Originários de Los Angeles (USA), são formados em 2002 pelos amigos Jeremy Dawson e Chade Petree.
Em 2004 juntam-se à banda o baterista Mikey Martin e a vocalista Carah Faye.
Situando o seu género musical nas áreas Indie/Rock/Electrónica, rapidamente ganham fama internacional…muito por culpa da sua página no myspace.
Depois de duas edições independentes do seu primeiro álbum, “We Are Pilots”, assinam contrato com a Universal que, em 2006, coloca no mercado a terceira versão do mesmo trabalho.
Em Dezembro de 2007 são nomeados para um Grammy na categoria de melhor álbum de Electrónica/Dance.
Descobri esta banda numa das minhas pesquisas pela Net…quando ouvi uma das suas mais interessantes músicas…”Le Disko” (do primeiro disco). A curiosidade foi tanta que pedi logo à Raquel para me trazer o cd de New York. Obrigado!
Considero ser um álbum interessante, com algumas boas músicas, caracterizado por ter um som pesado e negro (em muitas das músicas a voz do vocalista transmite desespero…tristeza) mas ao mesmo tempo adequado para as pistas de dança. Falta-lhe no entanto alguma homogeneidade…e talvez maior maturidade, o que é normal. Mas, para primeira obra, não está nada mal!
Actualmente, encontram-se prestes a colocar no mercado o seu novo cd, ”Season of Poison” (edição prevista para 4 de Novembro de 2008). Pelos temas já disponibilizados na Net…promete!! Gosto principalmente do “Ricochet!”. Esta música, no volume máximo, parece que provoca em nós uma grande vontade de destruição! (rsrs)
A formação actual do grupo já não conta com a vocalista Carah Faye (foi substituída pela Sisely Treasure). Existe muita especulação sobre a sua saída…mas principalmente muita tristeza por parte dos fãs. Pessoalmente, também penso que é uma grande perda para a banda, não só pela sua boa voz, mas também pela sua presença e imagem carismática (muito moderna, jovem, bonita, rebelde e louca…destacava-se do resto da banda). Mas também acredito que a nova vocalista tenha sido uma excelente escolha.
Coloco aqui dois clips musicais dos Shiny Toy Guns: “Le Disko” (retirado do primeiro trabalho e ainda com a antiga vocalista) e a nova música “Ricochet!” do próximo “Season of Poison”.
Le Disko
Ricochet!
Formação Actual Guitarrista / Vocalista: Chad Petree Vocalista: Sisely Treasure Tecladista / Baixista: Jeremy Dawson Baterista: Mikey Martin
Discografia We Are Pilots (versão 1) – (Janeiro de 2005; Lançamento Independente) We Are Pilots (versão 2) – (Novembro de 2005; Lançamento Independente) We Are Pilots (versão 3) – (Outubro de 2006; Universal Motown Records) Season of Poison (2008)
Pois é…o tempo não tem sido suficiente para eu poder colocar textos nas areias.
As razões são várias: trabalho (também aos Sábados), desporto (as minhas corridas matinais dos Domingos), saídas com amigos, o DocLisboa (já vou no meu terceiro dia do festival)…e dEUS (falo do concerto da banda rock oriunda da Bélgica…é claro).
Vou continuar a frequentar o “Doc”. Vou também assistir ao concerto do Ney Matogrosso. Mas prometo que vou fazer os possíveis por escrever um pouco mais.
Em relação ao DocLisboa…querem saber que filmes fui ver? Ok…foram então os seguintes:
The Last Lumberjacks (de Yu Guangyi) – sinopse no meu primeiro post sobre o festival.
Salim Baba (de Tim Sternberg) Índia/EUA, 2007 Salim Muhammad, um indiano de 55 anos, vive em Calcutá com a mulher e cinco filhos. Desde os dez que vive a projectar velhos pedaços de películas para as crianças dos bairros locais usando um antigo projector de mão que herdou do seu pai. Homem de negócios pragmático e cinéfilo, Salim carrega o seu projector com os filhos na esperança que estes continuem a actividade.
Land of the Devil (El Pais del Diablo) (de Andrés Dí Tella) Argentina, 2008 El Pais del Diablo de Andrés Dí Tella analisa um episódio histórico verificado na década de 1870 quando Adolfo Ensina, o então Ministro da Defesa, propôs o projecto megalómano de escavar um fosso com mais de 600 quilómetros entre o Oceano Atlântico e a Cordilheira dos Andes, destinado a suster a “ameaça indígena”. É a identidade e a fundação da nação argentina que está intimamente ligada ao avanço desta fronteira que se traduziu pelo extermínio praticamente completo dos índios daquela região.
Missile (de Frederick Wiseman) EUA, 1987 Uma obra que documenta passo-a-passo o treino de um grupo de homens e mulheres que controlam o vasto arsenal nuclear dos Estados Unidos apenas com os seus dedos. Missile segue o 4315.º Esquadrão de Treino do Comando Aéreo Estratégico da Base Aérea de Vandenberg na Califórnia, local onde os oficiais são treinados para gerir o Controlo de Lançamentos dos Mísseis Balísticos Intercontinentais Minuteman. Os debates sobre moral e questões militares em caso de guerra, códigos, comunicações, defesa contra ataques terroristas, regras de emergência, reuniões de equipa e seminários são o corpo deste filme.
Quarta feira lá estarei novamente…
Ah!...e nos próximos dias vou escrever sobre o meu encontro com dEUS!
Fonte: Sinopses dos filmes retiradas do site do DocLisboa
O DocLisboa (Festival Internacional de Cinema Documental) inicia hoje a sua 6ª edição.
A par dos nacionais IndieLisboa, Queer e Fantasporto, este é um festival de cinema com muita fama em Portugal, Europa…e, até me atrevo a dizer, no resto do mundo.
A sua programação de qualidade, referida por críticos nacionais e internacionais, engloba diferentes documentários oriundos de toda a parte do mundo. Muitas vezes, em muitas das sessões, o público presente tem também o privilégio de poder conversar, descontraidamente, com os realizadores das obras que acabam de visionar. É um dos inúmeros pontos de interesse do festival…acreditem.
Nestas duas semanas, a vida cultural de Lisboa movimenta-se ainda mais…e muitos dos caminhos, inevitavelmente, vão dar às várias salas que recebem o “Doc”: Culturgest, Cinema Londres, Cinema São Jorge e Museu do Oriente.
Pessoalmente, adoro o ambiente que rodeia este acontecimento…parece que estou no meio de “amigos” que, tal como eu, estão ali pelo “cinema documental” de excelência. Aqui não temos o “glamour hollywoodesco”…nem sequer a passadeira vermelha…mas existe, da parte de todos os participantes, o interesse em conhecer a vida de pessoas com “história” (famosas ou simples cidadãos do mundo)…em conhecer outras culturas…em conhecer o nosso mundo com os seus defeitos e as suas qualidades.
Este ano, mais uma vez, sei que irei ter a companhia dos meus amigos e apreciadores do DocLisboa: Princesa, Tiago Brandão, Tiago Simões e Zé Luís. Tenho também a certeza que a Patrícia e o Edu me iriam acompanhar, caso não tivessem ido viver para a Alemanha. Mas, foi naquele país que os dois decidiram fazer um dos “documentários” das suas vidas…que ainda irá demorar alguns anos a ficar pronto…por isso a sua ausência.
Para quem ainda não conhece o "Doc"…aconselho-o vivamente. Acho importante não nos “agarrarmos” apenas aos filmes que passam no circuito comercial.
Este festival é diferente, especial…e merece ser ainda mais conhecido. Dentro do seu género tem a grande capacidade de nos ensinar sempre muito…de nos abrir a consciência e a visão para muita coisa que acontece neste mundo…e uma delas é a tolerância. Sim…muito do que passa naquelas salas incomoda. Mas…não é também um dos objectivos dos documentários!
Ainda estou a estudar o programa do DocLisboa…mas já encontrei o primeiro filme ao qual quero assistir. Será na próxima 6ª feira, no Museu do Oriente, e chama-se “The Last Lumberjacks”.
The Last Lumberjacks (Mubang) Realização: Yu Guangyi China, 2006, 90’, Cor
O filme retrata a vida de um grupo de lenhadores na província de Heilongjiang, e o seu trabalho sob condições climatéricas adversas. Documentando um modo de vida condenado à extinção pelo progresso civilizacional, o filme revela o modo como as florestas são exploradas para a sobrevivência destes povos há mais de 100 anos. Devido à grande dificuldade de transporte, os habitantes desta província usam os métodos artesanais que foram passando ao longo de gerações. O Inverno é a melhor altura para cortar madeira e o ritual repete-se todos os anos: os aldeões são contratados e reunidos para subir às montanhas onde irão passar a estação inteira a cortar árvores. Dias a fio, debaixo de neve e gelo, os madeireiros enfrentam com dignidade uma dura luta contra os elementos da natureza.
Fonte: sinopse do filme retirada do site do Museu do Oriente
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